quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Dançar de uma Deusa


      A música é suave, envolvente.
O clima da dança é mágico como num conto das mil e uma noites.
No ar, os incensos perfumados relaxam o corpo e a mente.
A mulher se prepara para a dança, enfeita-se, veste-se com belíssimo traje de tecido leve e brilhante.
Seus véus esvoaçam diáfanos, como se fossem levados pelo vento.
A delicadeza de suas mãos e de seus gestos parecem transformá-la em uma criatura celestial.
Seu corpo dança, sinuoso como uma serpente, como se deslizasse suave ao som de uma flauta.
A expressão de seu rosto é de felicidade, seu semblante reflete esplendor, beleza e feminilidade divinos.
Tudo nela é suave, delicado, mas seus olhos são fortes, possuem um magnetismo desconcertante e cheio de mistérios.
Meio em transe, se entrega ao ritmo da dança.
Não importa se é gorda ou magra, feia ou bonita, idosa ou jovem – sabe apenas que é mulher, feminina, sensual, plena, cheia de vida e energia.
A dança revela seu mistério num olhar, num gesto, num sorriso, num jeito de jogar os cabelos, no andar, no brilho da aura de quem está de bem com a vida e não tem medo de ser feliz.

(Sueli Lyz)

LYZ, Sueli. Dança do ventre: Descobrindo sua Deusa Interior. Ed. Berkana.



terça-feira, 15 de maio de 2012

A Dança e a Alma


A dança? Não é movimento
súbito gesto musical
É concentração, num momento,
da humana graça natural

No solo não,no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança-não vento nos ramos
seiva, força, perene estar
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir a forma do ser
por sobre o mistério das fábulas.

Carlos Drummond de Andrade

LENDA ÁRABE DA AMIZADE


Conta uma antiga lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram. Deixando-se levar pela ira, um deles esbofeteou o outro que, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO!

Seguiram a viagem e chegaram, finalmente, a um oásis onde resolveram se refrescar. O que levara a bofetada, inadvertidamente nadou até um local mais profundo e, de repente, começou a se afogar, mas foi salvo rapidamente pelo amigo. Ao se recuperar, pegou sua adaga e entalhou numa pedra:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU MINHA VIDA!

Intrigado, o amigo lhe indagou:

- Por que quando eu lhe bati, você escreveu o feito na areia e agora entalhou na pedra que lhe salvei?

Sorrindo, o outro amigo explicou:

- Quando um grande amigo nos ofende, escrevemos isso na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregará de apagar. Quando, porém, um amigo nos faz algo grandioso, devemos gravar isso na pedra do coração, onde o vento nenhum do mundo poderá apagar.

Trecho do livro: Hábitos, Costumes e Tradições Árabes, ed. Escala.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma Linda História


     Uma mulher viu três homens desconhecidos, com longas barbas brancas, sentados diante de sua casa. Disse ela:
   - Não os conheço, mas devem estar famintos. Por favor, entrem, vou lhes servir o que comer!
   - Onde está o homem da casa? – Perguntou um deles.
   - Ele não está no momento – respondeu a mulher.
   - Então não podemos entrar – disseram eles, permanecendo no lugar onde estavam.
    À noite, quando o marido chegou, a mulher lhe contou o que acontecera e ele ouviu atentamente.
   - Pois vá lá e diga a eles que estou em casa e que eu os convido a entrar e cear comigo.
   A mulher foi fazer o que o marido lhe ordenara.
  - Não podemos entrar juntos – disseram eles, no entanto.
  - Por que não? Meu marido está em casa e é ele quem lhe faz o convite. Seria um insulto recusar. Por que fazem isso?
   Um dos velhos, porém, tratou de lhe explicar:
   - O nome dele é Fartura – falou, apontando um de seus amigos. – O nome do outro é Sucesso – continuou. – E o meu nome é Amor. Agora vá e discuta com seu marido para decidirem qual de nós ele quer que entre em sua casa.
    A mulher entrou e contou ao marido a conversa que tivera com os desconhecidos. Ele ficou maravilhado e falou:
   - Que bom! Vamos convidar Fatura. Deixe-o vir e encher nossa casa de fartura!
   A esposa, porém, descordou daquela decisão.
   - Marido, por que não convidamos o Sucesso?
   Antes que ele respondesse, a cunhada dela, que os ouvia a um canto da sala, apressou-se me dar a sua opinião:
  - Não é melhor convidar Amor? A casa ficará cheia de amor.
  - Este é um bom conselho – ponderou o marido. – Boa mulher, vá lá fora e convide Amor para ser nosso hóspede e se sentar à mesa conosco.
  A mulher saiu imediatamente e perguntou aos homens:
  - Amor, por favor, entre e seja nosso convidado!
  Amor se levantou e seguiu a mulher em direção a casa. Os outros dois, no entanto, levantaram-se e seguiram-no, para surpresa da mulher que virou e lhes perguntou:
  - Apenas convidei o Amor. Por que vocês estão entrando junto com ele?
  Os velhos homens responderam a uma só voz:
  - Se você convidar Fartura ou Sucesso, os outros dois esperarão aqui fora, mas se você convidar Amor, onde ele for os outros dois irão com eles, pois onde há amor, há também fartura e sucesso!

Trecho do livro: Hábitos, Costumes e Tradições Árabes, ed. Escala.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Medo da Intolerância

        Foi desesperador e chocante a notícia de que dezenas de pessoas perderam a vida sem motivo algum e nada que justificasse, num ato de total terrorismo e frieza, por um homem alienado e sem nenhum escrúpulo. No mês de julho de 2011, a Noruega teve atenção de diversos lugares do mundo. Um país até então tranqüilo e sem guerras estremeceu com a intolerância e o preconceito do estremista norueguês Anders Behring Breivik, autor dos assassinatos em questão. Breivik, ao ser questionado sobre os motivos que o levaram a cometer tal ato, afirmou fazer um favor a seu país, livrando-o da mistura de raças, o que ele considera prejudicial para qualquer nação.

       Esse alucinado rapaz, além de tudo, deixou um manifesto ridículo e sem fundamento, exposto na Internet para seus seguidores. Nesse documento, o que chama a atenção é o fato de que ele citou várias vezes o Brasil de forma pejorativa, ou seja, como péssimo exemplo de um país sem harmonia e coesão. Pobre ser humano, se é que ainda pode ser assim chamado, não sabe ele da riqueza cultural e histórica que possui o Brasil com toda essa miscigenação. Esse país heterogêneo subdivide-se em vários “semipaíses” pela grande diversidade que possui, soube enriquecer culturalmente desde a época da colonização com os indígenas, africanos, portugueses e espanhóis e, desde então, jamais rejeitou qualquer indivíduo pela sua etnia. Esse terrorista desinformado sequer teve a pretensão de pesquisar e entender melhor que o que mais atrasa o desenvolvimento do Brasil é o poder dado para quem não sabe administrar bem um país, sem os investimentos necessários na educação, na saúde e pela falta de ética.

        Atos de terrorismo e preconceito racial são revoltantes, não há como aceitar que com toda a evolução do mundo ainda existam pessoas que sigam pensamentos de ditadores aterrorizantes do passado. Isso amedronta e atrasa o desenvolvimento da sociedade. Somos seres racionais e temos que agir como tal, ter respeito com o próximo e tolerância com as diferenças. O que ele fez é intolerante, inominável, criminoso. No Brasil, a Constituição define a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão.

       Por conseguinte, talvez esse infeliz terrorista nem faça ideia do que significa tolerância e muito menos amor ao próximo. Seu explícito preconceito deve afastar qualquer pessoa consciente de seu caminho, privando-o de toda a forma de carinho. Espera-se que a justiça seja feita e que ele pague pelo que fez.

Cíntia Duarte (Graduanda em ADM. Pública e Social - UFRGS)



Prezados Homens com H maiúsculo:

      Viemos através desta informar-lhes nosso descontentamento com algumas atitudes por vocês tomadas no decorrer de nossos relacionamentos. Bem sabemos que não somos mais crianças, portanto, parem de portarem-se como tal. Bebês precisam de suas mães, homens com H maiúsculo cuidam de suas mães. Apenas mulheres fúteis são conquistadas por carros caros, portanto guardem seus investimentos para nossos futuros jantares. Não há nenhuma lei que proíba homens de realizar trabalhos domésticos, sendo assim, solicitamos ajuda imediata nos afazeres da casa. Elogios são alimentos para a alma, então passem a nos elogiar explicitamente e não apenas com gestos que, na opinião de vocês, podem suprimir as palavras.

      Bom humor é fundamental na vida a dois, não tenham medo do ridículo e não tentem achar solução para tudo, pois não há. Milhares de casamentos acabam-se não por falta de amor, sexo ou dinheiro, mas pela ausência de bom humor e prolongadas conversas a dois. Nem todos os jogos são finais de campeonato para serem vistos, analisados e comentados em grupo. Gostaríamos de não ter a certeza do abandono em todas as quartas e fins de semana, podemos negociar.

       Esperamos que, após a leitura desta, providências (e não cervejas) sejam tomadas o mais breve possível. Sabemos que perfeitos nunca serão, mas que pelo menos sejam homens com H maiúsculo.

Exigentemente,
Mulheres merecedoras de Homens com H maiúsculo.

(Cíntia Duarte e Maria de Fátima Ivanoff)



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Confraternização Setembro

Nesse mês, a escola organizou uma confraternização diferente, algo mais engraçado. Com o apoio de Rejane Andrade e Lidiane Santiago, responsáveis por essa confraternização, fizemos uma paródia de alguns programas de televisão. Contamos com a colaboração do Rodrigo Gauss como DJ, Tamara Campello como jurada e familiares e amigos formando uma platéia animada. Nadima Murad foi a apresentadora usando os famosos "bordões": "Adooooro!" "Amoo!"
A Nara Saraira participou do quadro "Qual é o seu talento" interpretando a Amy Winehouse e também a Sandra Rosa Madalena, rimos muito. A Iara Schneider, com toda a sua produção musical e lindo figurino arrasou interpretando a Dine, ela é um gênio mesmo. A Cíntia Duarte, participou do quadro de culinária ensinando o público e os "telespectadores" a fazer trufas. A Josi e sua linda filha fizeram uma linda interpretação da Jade e a Khadija, respectivamente. A Aline fez uma misteriosa apresentação dançando com a espada. A sobrinha da Ana Ramalho emocionou com sua interpretação contando músicas infantis. Tivemos até adestramento de cães com a Camila, nova aluna da escola. Enfim, terminamos o evento com a participação da Ana Ramalho e Cíntia Duarte "Ralando o Tchan". Foi uma ótima confraternização, todos estão de parabéns, como é de praxe, ao final, nos reunimos em um coquetel saboreando os deliciosos quitutes das alunas da escola.





Cíntia Duarte