quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes II

“Não seja um perito em criticar comportamentos inadequados, seja um perito em fazer seus filhos refletirem. As velhas broncas e os conhecidos sermões definitivamente não funcionam, só desgastam a relação.” (p.33)


“Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, reagir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas. Por exemplo: seu filho acabou de levantar a voz para você. O que fazer? Ele espera que você grite e o castigue! Mas, em vez disso, você inicialmente se cala, relaxa e depois diz algo que o deixa pasmo: “Eu não esperava que você me ofendesse desse jeito. Apesar da dor que você me causou, eu amo e respeito muito você.” (p.35)

“Estimule seus filhos a ter metas, a procurar o sucesso no estudo, no trabalho, nas relações sociais, mas não pare por aí. Leve-os a não ter medo dos insucessos. Não há pódio sem derrotas. Muitos não sobem no pódio, não por não terem capacidade, mas porque não souberam superar os fracassos do caminho. Muitos não conseguem brilhar no seu trabalho porque desistiram nos primeiros obstáculos.” (p.38)

“Devemos adquirir o hábito de nos reunir pelos menos semanalmente com nossos filhos, para dialogar com eles. Devemos dar-lhes liberdade para que possam falar de si mesmos, das suas inquietações e das dificuldades de relacionamento com os irmãos e conosco, seus pais. Vocês não imaginam o que essas reuniões podem provocar. Se os pais nunca contaram para seus filhos os seus mais importantes sonhos, e também nunca ouviram deles as suas maiores alegrias e suas decepções mais marcantes, eles formarão um grupo de estranhos e não uma família. Não há mágica para construir uma relação saudável. O diálogo é insubstituível.” (p.43)

“ Não há coisa mais linda, mais poética, do que pais serem grandes amigos de seus filhos.” (p.45)

“Querem ser pais brilhantes? Não apenas tenha o hábito de dialogar, mas de contar histórias. Cativem seus filhos pela sua inteligência e afetividade, não pela sua autoridade, dinheiro ou poder. Tornem-se pessoas agradáveis. Influenciem o ambiente onde eles estão.” (p.47)

“Não grite, não agrida, não revide com agressividade. Pare! Conte histórias para quem você ama. Você pode ensinar muito falando pouco.” (p.49)

“Para educar precisamos aprender sempre e conhecer na plenitude a palavra paciência. Quem não tem paciência desiste, quem não consegue aprender não encontra caminhos inteligentes. Infelizes dos psiquiatras que não conseguem aprender com seus pacientes. Infelizes dos pais que não conseguem aprender com seus filhos e corrigir rotas. Infelizes dos professores que não conseguem aprender com seus alunos e renovar suas ferramentas. A vida é uma grande escola que pouco ensina para quem não sabe ler.” (p.53)

CURY, Augusto. Pais Brilhantes, professores fascinantes. A educação inteligente: formando jovens pensadores e felizes. Ed. Sextante, 2010.

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes I

“Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegria, frustações.” (p.12)


“As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracasso e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.” (p.12)

“Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.” (p.17)

“Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.”

“ Você quer ser um pai ou uma mãe brilhante? Tenha coragem de falar sobre os dias mais tristes da sua vida com seus filhos. Tenha ousadia de contar sobre suas dificuldades do passado. Fale das suas aventuras, dos seus sonhos e dos momentos mais alegres de sua existência. Humanize-se. Transforme a relação com seus filhos numa aventura. Tenha consciência de que educar é penetrar um no mundo do outro.”(p.21)

“ Declare a seus filhos que eles não estão no rodapé da sua vida, mas nas páginas centrais da sua história.”(p.25)

“Nos divórcios é comum o pai prometer aos filhos que jamais o abandonará. Mas quando diminui a temperatura da culpa, alguns pais também se divorciam dos seus filhos. Os filhos perdem a presença, às vezes não físicas, mas emocional. Os pais deixam de curtir, sorrir, elogiar e ter momentos agradáveis com os filhos. Quando isso acontece, o divórcio gera grandes sequelas psíquicas. Se a ponte for bem feita, se a relação continuar a ser poética e afetiva, os filhos sobreviverão à turbulência da separação dos seus pais e poderão amadurecer.” (p.25)

“Certa vez, um filho de nove anos perguntou a um pai, que era médico, quanto ele cobrava por consulta. O pai disse-lhe o valor. Passado um mês, o filho aproximou-se do pai, tirou algumas notas do bolso, esvaziou seu cofre de moedas e disse-lhe com os olhos cheios de lágrimas: “ Pai, faz tempo que eu quero conversar com você, mas você não tem tempo. Consegui juntar um valor de uma consulta. Você pode conversar comigo?” (p.26)

“Liberte a criança feliz que está em você. Liberte o jovem alegre que vive na sua emoção, mesmo que seus cabelos já tenham embranquecido. É possível recuperar os anos. Deixe seus filhos descobrirem o seu mundo. Abra-se, chore e abrace-os. Chorar e abraçar são mais importantes do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.” (p.27)

CURY, Augusto. Pais Brilhantes, professores fascinantes. A educação inteligente: formando jovens pensadores e felizes. Ed. Sextante, 2010.



Aprenda a gostar de você



"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! "

Mario Quintana

Dança do ventre: Descobrindo sua Deusa Interior

“ Quando uma bailarina dança, seus movimentos parecem os de uma chama que se eleva, imitando o ‘bote’ das serpentes quando se erguem e, então, se transformam na expressão da força sagrada do EU interior centrado e seguro.

O ventre descoberto da mulher recebe as energias de Rá (Sol) e também os rituais feitos para as Luas:
CRESCENTE – para tudo frutificar e realizar;
MINGUANTE – para as coisas que queriam minimizar ou secar;
CHEIA – o nível máximo de energia física e psíquica;
NOVA – para novos planos, renovação, aliança, em rituais em que alcançavam-se novos e dinâmicos estados de consciência.
Tanto hoje como no passado, os dons e a sabedoria abrem-se dentro da mulher. Ela transforma-se no que vê e, através da dança, acolhe a dignidade do seu Ser, apreciando sua beleza e aceitando as responsabilidades de paz e positividade que os dons lhe trazem.
Nos templos modernos de dança como nos templos iniciáticos, a cada ritual de dança, pelos quatro corpos – físico, etérico, mental e emocional – flui e resplandece uma luz transparente envolvendo e energizando cada chacra, trazendo uma grande emoção e alegria do reencontro. Assim, a dançarina entra em contato coma sua Deusa..” (p.25)

“Já existem pesquisas comprovando cientificamente que os pensamentos, bons ou maus, interferem em nossa qualidade de vida, pois têm influência na respiração, na circulação e, consequentemente, na oxigenação dos órgãos. Pessoas otimistas, que só pensam coisas agradáveis de si mesmas e dos outros, geralmente, têm mais saúde que as pessimistas, que estão sempre mal humoradas e queixando-se da vida.
Para os espiritualistas, os pensamentos negativos são trazidos para o mundo das formas pelas energias dos seres elementais e ficam pairando no ar, prejudicando o fluxo de energia.” (p.37)

Dance e transforme seu mundo!

LYZ, Sueli. Dança do ventre: Descobrindo sua Deusa Interior. Ed. Berkana.

O Dançar de uma Deusa


      A música é suave, envolvente.
O clima da dança é mágico como num conto das mil e uma noites.
No ar, os incensos perfumados relaxam o corpo e a mente.
A mulher se prepara para a dança, enfeita-se, veste-se com belíssimo traje de tecido leve e brilhante.
Seus véus esvoaçam diáfanos, como se fossem levados pelo vento.
A delicadeza de suas mãos e de seus gestos parecem transformá-la em uma criatura celestial.
Seu corpo dança, sinuoso como uma serpente, como se deslizasse suave ao som de uma flauta.
A expressão de seu rosto é de felicidade, seu semblante reflete esplendor, beleza e feminilidade divinos.
Tudo nela é suave, delicado, mas seus olhos são fortes, possuem um magnetismo desconcertante e cheio de mistérios.
Meio em transe, se entrega ao ritmo da dança.
Não importa se é gorda ou magra, feia ou bonita, idosa ou jovem – sabe apenas que é mulher, feminina, sensual, plena, cheia de vida e energia.
A dança revela seu mistério num olhar, num gesto, num sorriso, num jeito de jogar os cabelos, no andar, no brilho da aura de quem está de bem com a vida e não tem medo de ser feliz.

(Sueli Lyz)

LYZ, Sueli. Dança do ventre: Descobrindo sua Deusa Interior. Ed. Berkana.



terça-feira, 15 de maio de 2012

A Dança e a Alma


A dança? Não é movimento
súbito gesto musical
É concentração, num momento,
da humana graça natural

No solo não,no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança-não vento nos ramos
seiva, força, perene estar
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir a forma do ser
por sobre o mistério das fábulas.

Carlos Drummond de Andrade

LENDA ÁRABE DA AMIZADE


Conta uma antiga lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram. Deixando-se levar pela ira, um deles esbofeteou o outro que, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO!

Seguiram a viagem e chegaram, finalmente, a um oásis onde resolveram se refrescar. O que levara a bofetada, inadvertidamente nadou até um local mais profundo e, de repente, começou a se afogar, mas foi salvo rapidamente pelo amigo. Ao se recuperar, pegou sua adaga e entalhou numa pedra:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU MINHA VIDA!

Intrigado, o amigo lhe indagou:

- Por que quando eu lhe bati, você escreveu o feito na areia e agora entalhou na pedra que lhe salvei?

Sorrindo, o outro amigo explicou:

- Quando um grande amigo nos ofende, escrevemos isso na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregará de apagar. Quando, porém, um amigo nos faz algo grandioso, devemos gravar isso na pedra do coração, onde o vento nenhum do mundo poderá apagar.

Trecho do livro: Hábitos, Costumes e Tradições Árabes, ed. Escala.