quinta-feira, 29 de abril de 2010

Minha Terra


Ao meu estado querido
Que tem me comovido
Em todo esse tempo vivido
Deixo o meu coração ferido.

Guardo na mente a lembrança
Dos meus tempos de criança.
Os tempos da grande bonança
Que não morre a esperança.

Lembro da Maria Fumaça,
Redenção cheia de graça,
Do laço que meu peito laça,
Bons livros lidos na praça.

Oh meu Rio Grande do Sul
Teu ouro verde e céu azul.
Viajo agora de norte a sul,
Mas não encontro amigo como tu.

Meu corpo longe pode estar,
Mas minha mente não há de apagar.
Lembrança igual, sei que não há,
Desta terra que eu sempre vou amar!
(Cíntia Duarte)