quinta-feira, 31 de maio de 2012

Breu

Um pó branco-amarelado que as bailarinas usam nas sapatilhas de ponta para não escorregarem enquanto dançam. Na verdade é uma resina, produzida a partir de uma espécie de goma extraída do pinheiro. Fora seu uso na dança ele está presente como ingrediente na calafetação, spray de cabelo, arco de violino, tintas e alimentos.


Seu uso contínuo vai deixando o cetim da sapatilha encardido, mas garante sua segurança de ação em movimento num chão muito liso ou de madeira. Breu espalhado pelo chão de uma sala de aula faz o chão ficar grudento, por isso algumas escolas proíbem o uso de breu nas salas de aula, antes de usar pergunte ao seu professor.

Como usar o breu: Coloque uma pequena porção no chão, no canto da sala, para não se espalhar pelo centro, um pouco de breu já é o suficiente para várias bailarinas usarem. Esmage as pedrinhas de breu com a ponta da sapatilha até virar pó. Pise no breu esfarelado justamente nas áreas que você necessita de aderência —, no calcanhar ou metatarso por exemplo. Repita com o outro pé e vá dançar.


Onde comprar: Em lojas especializadas de artigos de dança/ballet ou lojas de produtos químicos. Guarde em embalagem fechada, saco plástico ou pote.

Fonte: www.ballet-adulto.blogspot.com.br

Linóleo

Em dança, linóleo é o nome de um tipo de revestimento para piso impermeável levemente emborrachado. É encontrado em diversas gramaturas e cores, e dividido em tapetes, ou peças, com cerca de 1 metro de largura cada, colocadas lado a lado. Pode ser aplicado sobre o piso original de um ambiente, como num palco ou sala de aula. Sua versatilidade, está nessa colocação que pode ser definitiva ou não, como em um palco itinerante, pode ser levado e retirado após o espetáculo.


Onde estou pisando?

Para o praticante de dança, independente de ser profissional ou estudante, o tipo de piso nunca deve ser um problema, porém inflúi sim na prática de cada técnica.

Tradicionalmente as salas de aula/ensaios de balé tem piso de madeira assim como a maior parte dos palco dos teatros. É importante lembrar que o chão de madeira não pode ser encerado —, medida de segurança contra escorregões. A madeira é um material natural e nobre, que dá a medida exata do deslize necessário quando o pé passa pelo chão, para pontas exige um pouco de breu nas sapatilhas.

Já as salas revestidas com linóleo "seguram" um pouco o trabalho de meia ponta, onde o pé desliza menos devido ao atrito com o material, idem para dança contemporânea e contato-improvisação. Pelo mesmo motivo de "segurar" ele facilita durante as aulas de técnica em pontas, pois praticamente não exige o uso do breu.

Outro piso muito interessante para quem pratica dança é o piso flutuante. A olho nú parece madeira comum, porém foi desenvolvido para assegurar a isenção de impacto dos saltos dos bailarinos, contando com amortecedores intercalados entre bases de compensado de madeira.

Fonte: www.ballet-adulto.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Só um momento...

Siga tranqüilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.


Tanto quanto possível, sem humilhar-se viva em harmonia com todos os que o cercam.

Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também tem sua própria história.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.


Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.

Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo, principalmente não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude, alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado; mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E a despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

Portanto, esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba e quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma. Acima da falsidade, do desencanto e agruras, o mundo ainda é bonito. Seja prudente.

FAÇA TUDO PARA SER FELIZ


Fonte: Manuscrito encontrado numa Igreja em Boston por volta de 1644


Pra Você Eu Conto, Moacyr Scliar

“Para algumas coisas, Matemática, por exemplo, eu tinha uma dificuldade natural; nunca me dei bem com números. Raiz quadrada, por exemplo, era um mistério completo para mim. O teorema de Pitágoras? Um enigma. Eu fazia e refazia os cálculos e as operações dez vezes, vinte vezes. Sempre num clima de ansiedade: preciso sair bem nos estudos, porque a minha gente está fazendo sacrifícios e devo a eles esta satisfação. Ai, Deus, eu me sentia mal. Como me sentia mal. Muitas vezes, de noite, eu chorava, enterrando a cabeça no travesseiro para que meus irmãos não me ouvissem.”

“Dizem, Chico, que a melhor forma de transformar um inimigo em amigo é pedir-lhe um favor, e é verdade...”

“A Voluntários da Pátria era conhecida, naquele tempo, como o Caminho Novo. A rua margeava o rio em quase toda a sua extensão. Ali, no cais, atracavam as barcas que traziam frutas do vale do Taquari; ali funcionava também a estação ferroviária. Era uma rua de comércio, durante o dia, e de prostituição à noite.”

“Mas não morri. Como você vê, não morri. Morre-se de amor? Talvez. Mas não era o meu caso. Ao contrário: de repente, eu estava me apaixonando de novo.”

“E logo estávamos saindo juntos, e passeando de mão dadas pelo parque Farroupilha, no meio de tantos outros casais de namorados.”

Pra Você Eu Conto, Moacyr Scliar – São Paulo: Atual, 1990.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Código de ética da dança do ventre

      O texto foi divulgado no 1° Simpósio de Dança do Ventre, realizado em São Paulo, em 2002. Apesar do conteúdo ser considerado óbvio para alguns, não é bem assim, não é mesmo? Se você nunca teve oportunidade de ler, aproveite. Se já leu, nada melhor do que reler e pensar se você e todos os que estão a sua volta realmente aplicam estes tópicos no dia a dia da dança. Podem parecer detalhes, mas são nessas pequenas coisas que a dança se mantém elegante, como diz o próprio texto, com profissionais qualificados para ensinar seus alunos da melhor forma possível.


Amantes da dança, uni-vos e façam o universo da dança ser cada vez mais agradável.

“A dança do ventre é uma expressão artística e, como tal, deve ser difundida. Cabe às profissionais da área zelar pelo seu conceito, mantendo assim, os padrões de elegância que a envolvem e não permitindo sua vulgarização. Para exercer suas funções com dignidade, as profissionais da área devem receber remuneração justa pelos serviços artísticos ou didáticos prestados. É considerada conduta antiética a prática de concorrência desleal com outras profissionais da área (bailarinas ou professoras).

Professoras

1. A professora tem a função de ensinar e orientar pacientemente, sempre zelando, em primeiro lugar, pela saúde e bem-estar de suas alunas, e respeitando as limitações de cada uma. A todas as professoras é dada orientação que seus currículos estejam à disposição das alunas.

2. É importante que a professora realize anualmente avaliações opcionais com suas alunas, as quais terão à disposição informações preciosas para a evolução de seu aprendizado.

3. A dedicação ao ensino deve ser direcionada para o conhecimento de suas alunas e não como instrumento de vaidade pessoal para a promoção da professora.

4. A professora deve exercer seu trabalho livre de toda e qualquer discriminação, motivando e respeitando suas alunas, independentemente de características físicas ou faixa etária, lembrando que esta é uma atividade que deve ser direcionada visando ao bem-estar e equilíbrio físico, mental e emocional. Portanto, não podem ser exigidos padrões estéticos que diferenciem ou discriminem qualquer uma delas.

5. Para aptidão ao magistério da dança do ventre considera-se satisfatório um período mínimo de 4 anos de estudos na área, com aperfeiçoamento em didática e conhecimentos de anatomia, cinesiologia e biomecânica que possibilitem segurança na realização de um trabalho corporal consciente. O tempo de estudo pode ser reconsiderado a partir de cursos realizados anteriormente, como balé clássico, educação física ou faculdade de dança.

6. A professora de dança do ventre deve buscar aprimoramento e atualização constantemente.

7. A professora deve cumprir a programação e o cronograma de cursos oferecidos ou divulgados a suas alunas.

8. Todas as alunas merecem igual atenção de sua professora, a qual não deve fazer qualquer distinção entre elas.

9. A professora deve ser especialmente honesta quanto aos seus conhecimentos, buscando respostas corretas para esclarecimento de suas alunas. Todas as informações pertinentes ao curso que se dispõe a ministrar devem ser transmitidas com clareza e honestidade, visando ao efetivo aprendizado de suas alunas. – Como a dança do ventre tem origens muito remotas e informações de difícil acesso, esta questão deve ser sempre esclarecida a priori, para se evitar a divulgação de histórias fictícias que resultem em prejuízo à sua imagem e evolução.

10. A professora não deve estimular competitividade negativa entre suas alunas ou com outros grupos.

11. A professora deve ter respeito e consideração com as demais profissionais da área, preservando um ambiente de relacionamento sadio que possa acrescentar ao desenvolvimento de todo o segmento, não utilizando a sala de aula como espaço para demonstrar rivalidades pessoais ou denegrir a imagem dos demais profissionais da área em prol de sua promoção.

12. São ainda consideradas atitudes antiéticas:
- Apresentar coreografias de outras profissionais sem prévia autorização, bem como omitir o nome da responsável por sua criação;
- Coibir a participação de alunas em workshops e cursos que possam acrescentar elementos ao desenvolvimento e aprendizado;
- Apresentar currículos com informações fictícias referentes ao aprendizado e experiência. Recomenda-se que, em se tratando de cursos e workshops, sempre se solicite certificado de participação.

Bailarinas

No Brasil, até a presente data, são consideradas bailarinas de dança do ventre todas aquelas que, possuindo o conhecimento e experiência necessários, prestem serviços artísticos profissionais (shows) mediante oneração.

1. Cabe à bailarina profissional cumprir todas as cláusulas acertadas em contrato para prestação de serviços artísticos junto ao seu contratante.

2. A bailarina profissional de dança do ventre deve zelar pela imagem moral da categoria que representa, mantendo relacionamento de respeito e elegância junto ao seu público e contratante e trajando-se de forma adequada aos padrões da categoria durante suas apresentações.

3. Faz parte da correta conduta ética entre bailarinas profissionais: quando assistir à apresentação de outra bailarina e/ou alunas, dedicar o devido respeito e atenção. Quando estiver realizando apresentação em conjunto, ser solidária e direcionar o trabalho com espírito de equipe e união.

4. Ter consciência de que cada profissional possui um estilo próprio que a diferencia e, assim, saber apreciar a admirar, com a devida humildade, todas as variadas formas de se expressar a mesma arte.

5. Respeitar o local de trabalho de outras profissionais.

6. São consideradas atitudes antiéticas:
- Atravessar ou interferir em contato de trabalho de outra profissional estando ciente deste fato;
- Distribuir material de propaganda pessoal durante serviços contratados por meio de outra bailarina;
- Criticar o desempenho ou denegrir a imagem de outra profissional junto ao público, contratantes ou demais colegas da área;
- Transformar uma apresentação coletiva em disputa pessoal de vaidade, interferindo na qualidade do trabalho apresentado.

A forma como uma professora e bailarina se referem à sua (s) mestra (s) é um exemplo que será seguido por suas alunas amanhã. Quem não respeita seu mestre não valoriza a arte. Recomenda-se sempre avaliação médica antes do início das atividades, como em qualquer atividade física.

As responsáveis pela elaboração do Código de Ética esperam que a união, a humildade, a seriedade, o respeito e o amor sincero à arte estejam sempre acima de qualquer diferença pessoal. Que estes laços que nos aproximaram até aqui em favor do objetivo único de valorizar e organizar nossa arte, se fortifiquem a cada dia, alcançando todas as praticantes da dança do ventre no Brasil.

Fonte e autor desconhecidos.



Dança: frases e pensamentos

Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança, mas a paixão que vai na alma de quem dança.”
Augusto Branco


Bailarina tem que melhorar tudo, sempre.”
Ana Botafogo

"Se as pessoas dançarem um pouco mais, cantarem um pouco mais, tornarem-se um pouco mais loucas, as energias delas fluirão mais, e seus problemas desaparecerão pouco a pouco. Desse modo, eu insisto na dança." Osho

"Ela dança a dança do ventre, sente o corpo todo a envolver e na sua dança tão leve e contente sente a sua alma estremecer. Por alguns momentos sai daqui da terra viaja no tempo. A moça bonita dança por prazer, dança para si, dança para viver.”
Desconhecido

"A dança do ventre não é uma dança qualquer. Seus movimentos são reverências. Seus ritmos representam um povo. Sua arte vai muito além da bailarina."
Nassih Sari

"Quando enxergamos realmente uma mulher em sua essência, sem julgamentos, além das aparências, percebemos que cada gesto carrega toda uma história e temos a oportunidade de entrar em contato com a verdadeira arte da dança do ventre."
Ju Marconato

Seja você o seu referencial. Construa o seu padrão. Seu nome é sua marca. Se você se respeita, seu nome será respeitado e você estará plantando a semente do reconhecimento com muita tranquilidade, sem estar investindo em neurose sobre ela.”
Luciaurea

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
Friedrich Nietzsche

"Quem não ouve a melodia acha maluco quem dança."
Oswaldo Montenegro

"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"
Isadora Duncan

"Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez!"
Friedrich Nietzsche

"Se você pode andar, você pode dançar. Se você pode falar, você pode cantar."
Provérbio africano

"Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo."
 Mikhail Baryshnikov

Dicas para bailarinas

Vamos em frente na busca de nossos objetivos!


* Seja responsável. Só falte às aulas em casos de extrema necessidade.

* Procure fazer aulas diárias. Com elas o progresso é mais rápido e os músculos ficam mais ativos. É muito ruim chegar 'dura' para a aula, e praticando diariamente isso deixa de ocorrer.

* Aceite seus erros. Não discuta com o professor, pois ele vê o que você está fazendo e sabe se está certo ou errado. Há muitas coisas que fazemos e não sentimos que é errado, e o professor só quer nosso bem. Não implique com ele.

* Se no meio da aula o proefssor corrigir alguém, preste atenção e verifique se você também está fazendo o que ele pede. Como já disse, às vezes não sentimos nossos erros, e o professor não tem visão 360º, então antes que ele implique com você, se corrija.

* Fique atenta a todas as informações que seu professor irá dizer. Abra bem o ouvido e questione tudo. Acrescente alguma informação que você saiba ao debate, e sempre preste atenção nas informações que você acha que já sabe, pois o ballet está sendo sempre atualizado, e você pode ficar ultrapassada.

* Supere-se. Ultrapasse seus limites. Não fique parada no mesmo ponto em que parou no dia anterior.
(Lembre-se: O suor é a melhor recompensa que você pode receber após uma aula bem feita.)

* Estabeleça metas e se esforce para alcançá-las. Ao final do ano verá se conseguiu e se valeu a pena ou não. E com certeza valerá.

* Nunca pare de tentar executar um passo, mesmo que você canse, desanime ou chore. O sofrimento é necessário. E a conquista de algo após sofrer muito é mil vezes mais recompensadora que se você tivesse muita facilidade para executá-lo. E pode ter certeza, se você continuar trabalhando bastante, nunca mais irá deixar de fazê-lo.

(Lembre-se: Na dança não existem os termos "não consigo", "não posso" ou "é impossível". Apague-os de sua memória. Uma bailarina nunca deve pensar nisso.).

* Não desanime se no espetáculo que seu grupo irá apresentar você não pegar o papel que achava que devia. Talvez algo de errado tem ocorrido na hora da definição dos papéis, ou seja, você que ainda não está preparada. E por experiência própria posso dizer que dançar sem estar preparada é muito ruim, e não é uma experiência boa (embora aprender com os erros seja fundamental). Você deve estar preparada tanto fisicamente como psicologicamente e emocionalmente.

* Seja humilde. Não se sobreponha a suas colegas por conseguir fazer algo que elas não fazem ou porque seu papel é mais importante que o delas. Você vai virar a "chata", e talvez se desestimule bastante para dançar quando as pessoas começarem a se afastar de você.

* No mais, nunca esqueça que está na luta para se tornar uma bailarina! O mais importante é fazer tudo com prazer, com amor, pois tudo feito com amor se torna melhor.

Fonte e autor desconhecidos.