terça-feira, 30 de outubro de 2012

Afinal, o que realmente IMPORTA?



É noite de uma segunda-feira, uma chuvinha fina lá fora, trovoadas e o assobio do vento na minha janela sem veneziana e nem cortina, através do vidro posso ver a escuridão da noite e as luzes do prédio vizinho,  sou apenas eu e a visão da minha janela.  Eu olho meu quarto, minhas roupas e acessórios de dança, meus móveis, meus certificados e fotos na parede, nesse mesmo instante lembro-me da frase do psicólogo e médium Luiz Antônio Gasparetto: “Não existe injustiça no mundo, cada um está onde merece estar.” Assim, meus olhos se enchem de lágrimas, será um sonho? Eu mereço mesmo tudo isso? Enfim, a resposta me vem instantaneamente: mereço sim! Eu visualizei esse momento da minha vida, era isso sim tudo o que eu sempre quis desde a minha adolescência, desde quando eu trabalhava como empacotadora em um mercadinho. Eu tenho os amigos que eu sonhava em ter, o emprego que eu sempre quis, moro onde eu sempre sonhei e faço o que sempre quis fazer, é fato, a lei da atração existe e em todo esse tempo ela esteve a meu favor.

A trinta dias de completar meus 28 anos, escolhi ao acaso um livro para ler e me impressionei com o trecho:  “os filósofos antroposofistas dividem a vida em fases que se alternam de sete em sete anos (os setênios). Para  eles, a cada sete anos fechamos um ciclo de nossa vida e iniciamos outro.” Nossa, não poderia ser tão propício para o momento, estou prestes a fechar meu 4º setênio.( Pode ser maluquice, mas esse é meu lado meio maluco, fazer o quê, eu sou assim, acredito nas coisas que tocam meu coração.) O autor pede para analisarmos cada setênio de nossa vida até o momento.  Esse meu ciclo que está se fechando foi decisivo para todas as minhas realizações, foi onde eu tive coragem para largar tudo o que já não me fazia bem e ir atrás do que eu realmente queria, sem medo.  Aos poucos fui aprendendo que o que os outros pensam não tem tanto valor, o que importa mesmo é a nossa visão de nós mesmos, é quando deitamos a cabeça no travesseiro e relaxamos, ficamos tranqüilos. Aprendi que nunca é tarde para fazermos o que a gente realmente gosta e que não precisamos seguir o padrão que a sociedade exige. As decepções estarão sempre no nosso caminho, mas a decisão sobre nossos sentimentos é nossa. 

“As pessoas que atingem algum nível verdadeiro de realização são justamente aquelas que superam as circunstâncias da vida e agem conforme seu coração. Estou falando de pessoas que aprenderam a sentir com a cabeça e a pensar com o coração. São elas que ouvem o chamado essencial, que vão se destacar em qualquer área.” (Anderson Cavalcante)

“Ter coragem é ser capaz de fazer o que os outros não esperam que a gente faça, é ir contra a corrente se preciso, confrontando a incerteza, e não se deixar intimidar pelas dificuldades que aparecem no caminho.” (Anderson Cavalcante)



Cíntia DuArte