quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes I

“Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegria, frustações.” (p.12)


“As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracasso e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.” (p.12)

“Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.” (p.17)

“Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.”

“ Você quer ser um pai ou uma mãe brilhante? Tenha coragem de falar sobre os dias mais tristes da sua vida com seus filhos. Tenha ousadia de contar sobre suas dificuldades do passado. Fale das suas aventuras, dos seus sonhos e dos momentos mais alegres de sua existência. Humanize-se. Transforme a relação com seus filhos numa aventura. Tenha consciência de que educar é penetrar um no mundo do outro.”(p.21)

“ Declare a seus filhos que eles não estão no rodapé da sua vida, mas nas páginas centrais da sua história.”(p.25)

“Nos divórcios é comum o pai prometer aos filhos que jamais o abandonará. Mas quando diminui a temperatura da culpa, alguns pais também se divorciam dos seus filhos. Os filhos perdem a presença, às vezes não físicas, mas emocional. Os pais deixam de curtir, sorrir, elogiar e ter momentos agradáveis com os filhos. Quando isso acontece, o divórcio gera grandes sequelas psíquicas. Se a ponte for bem feita, se a relação continuar a ser poética e afetiva, os filhos sobreviverão à turbulência da separação dos seus pais e poderão amadurecer.” (p.25)

“Certa vez, um filho de nove anos perguntou a um pai, que era médico, quanto ele cobrava por consulta. O pai disse-lhe o valor. Passado um mês, o filho aproximou-se do pai, tirou algumas notas do bolso, esvaziou seu cofre de moedas e disse-lhe com os olhos cheios de lágrimas: “ Pai, faz tempo que eu quero conversar com você, mas você não tem tempo. Consegui juntar um valor de uma consulta. Você pode conversar comigo?” (p.26)

“Liberte a criança feliz que está em você. Liberte o jovem alegre que vive na sua emoção, mesmo que seus cabelos já tenham embranquecido. É possível recuperar os anos. Deixe seus filhos descobrirem o seu mundo. Abra-se, chore e abrace-os. Chorar e abraçar são mais importantes do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.” (p.27)

CURY, Augusto. Pais Brilhantes, professores fascinantes. A educação inteligente: formando jovens pensadores e felizes. Ed. Sextante, 2010.